SmartLinks

Smart Blog

Como usar Buyer Intent e Intent Signals na HubSpot para parar de “disparar” ao acaso

Homem com smartphone a fazer compras online
 
 
 

Deixar o marketing e as vendas a disparar para todo o lado já não é uma opção.

Com o Buyer Intent, Research Intent e Intent Signals na HubSpot, passa a falar com empresas que já estão ativas na sua categoria. 

Mesmo antes de elas preencherem um formulário.

1. Porque é que a intenção de compra interessa tanto agora?

 

Hoje, cerca de 50-70% da jornada de compra acontece de forma anónima, antes de alguém preencher um formulário ou falar com vendas. Emblaze

Ou seja: quando um lead finalmente aparece no seu CRM, muitas vezes já tomou metade das decisões; sobre o problema, as opções e, às vezes, até sobre o fornecedor!

Se continuar a trabalhar só com:

  • leads de formulários,
  • listas frias de contactos,
  • e o bom e velho “gut feeling” da equipa de vendas,

está a ignorar uma parte enorme do mercado que já está a pesquisar o que vende, mas que ainda não levantou a mão para comprar.

É aqui que entram:

  • Buyer Intent – informação sobre as empresas que visitam o seu site e que mostram interesse na sua marca; HubSpot
  • Research Intent – empresas (em ou fora do CRM) que estão a pesquisar tópicos relacionados com o que vendes; Hubspot
  • Intent Signals – sinais externos (funding, crescimento, tech investments, layoffs, etc.) captados pela HubSpot, que aparecem como eventos nas timelines das empresas/contactos. HubSpot

Traduzindo:

Deixa de disparar para todo o lado e começa a falar apenas com as contas que já estão quentes (i.e. que demonstram sinais disso), mesmo que elas nunca tenham interagido consigo diretamente.

2. O que é que a HubSpot faz exatamente com estes dados?

 

De forma muito simples: O código de tracking da HubSpot identifica visitas ao seu site e usa reverse-IP e enriquecimento de dados para ligar esse tráfego a empresas reais.

O motor de Buyer Intent junta tudo:

  • mercados-alvo (markets)
  • comportamento no site (páginas, frequência, caminhos)
  • tópicos pesquisados (research intent)
  • sinais externos (intent signals: funding, expansão, contratações, etc.)

E a partir daí, constrói uma espécie de mini-funil de contas:

  • Total addressable market (empresas que encaixam no ICP)
  • Quantas dessas estão a mostrar intent
  • Quais já estão no CRM
  • Quais ainda não estão (mas que pode adicionar com créditos HubSpot).

Na prática, passa a ter um “radar” de contas quentes, diretamente dentro do HubSpot, com filtros, listas, segmentos e triggers de workflows baseados em intenção.

3. Pré-requisitos (antes de mexer em Buyer Intent)

Antes de começar a brincar com Buyer Intent e Intent Signals, é preciso garantir 4 coisas básicas:

a) Código de tracking da HubSpot bem instalado

Verificar em Marketing > Buyer Intent > Configuration > Check code installation.

b) ICP bem definido

  • Indústria
  • País/região
  • Nº de colaboradores / faturação
  • Tech stack (se relevante)

c) Permissões & créditos

  • Permissão de Data Enrichment para conseguir acompanhar empresas.
  • Permissão para editar Buyer Intent.

d) HubSpot Credits disponíveis

  • Usar intent signals / filtros avançados requer créditos,
  • Adicionar novas empresas ao CRM a partir de Buyer/Research Intent consome créditos; ver mais em Use buyer intent e Use research intent.

Sem isto, vai perder tempo a configurar algo que depois não funciona.

4. Montar o “motor” de Buyer Intent na HubSpot (passo a passo)

4.1. Definir mercados-alvo (Markets)

Menu: Marketing > Buyer Intent > Configuration > Markets

Exemplo de definição de mercados-alvo

Aqui definem-se os mercados (máx. ~20) com base no seu ICP:

  • localização (Portugal, Espanha, DACH, etc.)
  • indústria (Manufacturing, Software, Hospitality…)
  • tamanho da empresa
  • tech stack (por exemplo, empresas que já usam Salesforce, SAP, Shopify, etc.)

 

Dica prática (como eu faria):

  • Market 1: PT – Manufacturing 50–500 pessoas
  • Market 2: PT/ES – Software B2B 20–200 pessoas
  • Market 3: Hotels PT – 50+ quartos

 

Não complique no início. Comece com 3–5 mercados óbvios onde sabe que consegue vender.

4.2. Definir critérios de Visitor Intent (comportamento no site)

Ainda em Configuration, secção Intent > Visitor intent criteria.

Critérios de intenção de compra

Podemos criar até 10 conjuntos de critérios. Alguns exemplos concretos:

Pricing intent”

  • Visitas a /pricing OU /preços 2+ vezes em 7 dias
  • OU 3+ visitantes únicos da mesma empresa nessas páginas

Evaluation intent

  • Visitas a páginas de features/comparação
  • Tempo médio na página > 60 segundos 
  • Download de 1 whitepaper/caso de estudo

Migration intent

  • Visitas a conteúdos sobre “Salesforce para HubSpot”, “Migração CRM”, etc.

Cada critério atribui uma espécie de “score” de intenção à empresa.

O objetivo é que o seu CRM só acenda luzes quando a probabilidade de haver projeto é real, não porque alguém abriu um artigo de blog ao acaso.

4.3. Configurar Research Intent (tópicos pesquisados)

Menu: Marketing > Buyer Intent > Configuration > Research Intent Topics.

Aqui já não olhamos só para o nosso site, mas para tópicos que as empresas andam a pesquisar na web e que a HubSpot consegue mapear:

 

Exemplos dentro do meu contexto (o vosso será diferente):

  • “HubSpot implementation partner” 
  • “HubSpot migration”
  • “RevOps consulting”
  • “marketing automation agency”
  • “HubSpot vs Salesforce / Zoho / Dynamics”

 

Depois consegue-se ver:

  • quantas empresas estão a pesquisar cada tópico,
  • quais já estão no CRM,
  • e quais ainda não estão.

 

Essas empresas podem então ser:

  • adicionadas ao CRM,
  • colocadas em segmentos/outreach lists, 
  • ou enviadas diretamente para workflows.

4.4. Ligar Intent Signals (eventos externos)

Eventos externos à intenção de compra

Os Intent Signals são o layer extra: funding rounds, expansão geográfica, tech investments, thought leadership, contratações/layoffs, etc., que aparecem como eventos na timeline da empresa/contacto.

 

Na prática, conseguimos:

 

  • ver quando uma conta alvo:
  • abre um novo escritório numa região que te interessa
  • recebe financiamento
  • investe em tecnologia (muitas vezes gatilho perfeito para rever CRM/stack)
  • está a contratar (mais headcount = mais dor + mais budget)

 

E, mais importante, podemos usar estes eventos como gatilhos em workflows.

4.5. Escolher que empresas acompanha

Escolha da empresa

 

Neste ecrã estamos em Marketing > Buyer Intent > Visitors > Track companies to monitor:

Source:

  • All companies in CRM
  • Companies in a segment (é aqui que faz sentido começar)

O que eu faria (e recomendo aos clientes):

  • Criar segmentos/listas para os teus ICPs de outreach:
  • Outreach – Machinery Manufacturing – PT
  • Outreach – Tech B2B – PT/ES

etc.

No Buyer Intent, escolher “Companies in a segment” e selecionar essas listas (como no ecrã acima).

Clicar em Track intent signals apenas para as contas que realmente interessam.

Importante: acompanhar empresas e, sobretudo, adicionar novas empresas ao CRM consome créditos.

Isto evita gastar créditos com lixo (ISPs, concorrentes, tráfego irrelevante, etc…).

5. Transformar sinais em pipeline: 4 playbooks que realmente interessam

 

Configurar Buyer Intent é metade do trabalho. A outra metade é o que fazer com isso. Aqui é onde normalmente tudo falha.

Playbook 1 – SDR / Sales: Outreach só para contas com intenção

 

Trigger (workflow de empresas):

  • Empresa pertence ao segmento Outreach – X
  • Mostra “Pricing intent” OU “Evaluation intent” OU está a pesquisar um dos tópicos de Research Intent críticos.

Ações:

  • Criar tarefa para SDR/AE com contexto claro:
  • “Empresa X – 3 visitas à página de pricing em 5 dias + a pesquisar ‘HubSpot migration’”
  • Inscrever contactos chave numa sequence personalizada.
  • Ajustar lead score de empresa + enviar alerta interno no Slack/Teams.

Objetivo: Deixar de ligar para listas frias e passar a trabalhar diariamente uma short-list de contas que já estão no mercado.

Playbook 2 – Marketing: Campanhas hiper-segmentadas

 

Usar Buyer Intent + Research Intent:

  • Criar segmentos dinâmicos em função dos tópicos pesquisados ou páginas visitadas.
  • Exemplo: 
  • Segmento “Empresas a pesquisar ‘HubSpot migration’ nos últimos 30 dias”
  • Ativar: 
  • campanhas de paid (LinkedIn, Google, Meta) só para essas empresas,
  • email nurtures muito específicos (casos de migração, checklists, guias técnicos),
  • conteúdos personalizados em website (personalization com segments).

Isto reduz desperdício de budget e aumenta brutalmente a relevância das campanhas.

Playbook 3 – Customer Success: detetar riscos e oportunidades em clientes atuais

Usar Buyer Intent / Intent Signals também em clientes, não só em prospects:

 

  • Cliente atual começa a pesquisar “HubSpot alternatives”, “Salesforce CRM”, etc.Cliente tem sinal de expansão (novos escritórios, funding, aumento de headcount).

 

Workflows possíveis:

  • Alertar o Custome Success Manager quando: 
  • cliente visita páginas de pricing com frequência,
  • ou pesquisa tópicos ligados a churn (concorrência, RFPs). 
  • Criar tarefas de “expansion play” quando há sinais de crescimento (funding, contratações, expansão geográfica).

 

Isto ajuda a:

  • proteger receita recorrente,
  • e abrir cross-sell / up-sell no timing certo.

Playbook 4 – Reporting: provar que Intent gera receita (não só “insights”)

 

No fim do dia, o que interessa é:

  • quantas oportunidades vieram de Buyer/Research Intent,
  • qual a taxa de conversão vs leads “normais”,e impacto em pipeline e receita.

Sugestão de reports/dashboards:

  • Funil: “Accounts with Intent → Meetings → Opportunities → Closed Won
  • Comparação:
  • Oportunidades com origem em “Buyer Intent / Research Intent / Intent Signals” vs resto.
  • Tempo médio de ciclo de vendas para contas com intenção vs sem intenção.

Isso ajuda a justificar internamente o investimento em créditos, dados e tempo de configuração.

6. Erros comuns (e como os evitar)

 

Rastrear “tudo o que mexe” 

Se acompanharmos todas as empresas do CRM + todo o tráfego, só vamos gerar ruído e queimar créditos.

Não alinhar Marketing e Sales nos critérios de intenção

Se marketing acha que “1 visita ao blog” é alta intenção e vendas não, temos uma guerra garantida.

O melhor é definir em conjunto o que é mesmo “intenção”.

Não excluir domínios que só geram lixo

ISPs, universidades, o nosso próprio domínio, parceiros técnicos, etc. é de excluir desde o início.

Configurar e esquecer

O comportamento muda. É preciso revisitar mercados, critérios e tópicos pelo menos trimestralmente.

7. Onde é que a SmartLinks entra nisto?

 

A tecnologia está lá, mas o impacto vem da estratégia + configuração + governance:

  • Definir ICPs e mercados que fazem sentido para o seu negócio
  • Traduzir o seu funil real em critérios de Buyer Intent
  • Decidir que sinais contam como “mão levantada”
  • Desenhar workflows, sequências e campanhas em cima destes sinais 
  • Ligar tudo isto ao seu processo de vendas, CS e reporting

É aqui que nós, enquanto HubSpot Solutions Partner Platinum, entramos:

Ajudamos a montar o motor de Buyer Intent, alinhado com marketing, vendas e customer success, para que os sinais não fiquem só bonitos no dashboard, mas se transformem em pipeline real.

Autor

  • Rui MartinsPartner

    Rui Martins é um profissional qualificado com +20 anos de experiência de alinhamento entre Vendas e Marketing, especializado em Estratégia Digital e Distribuição para os sectores B2B e B2C, particularmente em Hotelaria e Turismo.
    No Grupo Pestana, a experiência do Rui incluiu a gestão de contas online globais e distribuição online para os hotéis europeus e americanos do Grupo. Como Partner & Co-Founder da SmartLinks.pt, estabeleceu a agência como líder digital em Portugal. Curioso por natureza, está sempre a par das últimas tendências e ferramentas do mercado. É por isso que consegue analisar qualquer negócio em poucos minutos para logo sugerir a estratégia de marketing mais adequada.
    Contacte o Rui Martins no LinkedIn.

    Ver todos os artigos
Scroll to Top

Google Consent Mode v2 e Usercentrics Cookiebot CMP

 

Soluções Digitais